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Leonardo de Melo Versieux
Histórico, Missão e Regras de Uso do Herbário UFRN: patrimônio da UFRN e uma coleção fiel-depositária, a serviço do ensino, pesquisa e extensão. Regulamentado pela resolução No 229/2012-CONSEPE, 20 de novembro de 2012. Histórico: O herbário UFRN, fundado em 1992 pelo Prof. Adalberto Trindade, é uma coleção científica de referência sobre a Flora Potiguar. Encontra-se registrado no Ministério do Meio Ambiente (instituição Fiel Depositária), no Index Herbariorum e tem seu acervo digital disponibilizado através da plataforma Reflora/Jabot do Inst. de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A importância e gerência dessa coleção excede o Dept. de Botânica e Zoologia (que o hospeda), sendo considerado como patrimônio de toda a UFRN. Atualmente, o herbário UFRN (indexado pelo acrônimo UFRN) possui um acervo de cerca de 25.000 espécimes, além de biblioteca própria. Esses registros podem ser consultados on-line em http://ufrn.jbrj.gov.br, onde toda a coleção está fotografada (digitalizada) e com os dados das amostras informatizados. Missão: O herbário atende ao corpo docente da UFRN, e instituições de pesquisa externas, sendo o eixo do grupo de pesquisas do CNPq “Sistemática, Florística e Evolução de Plantas Vasculares”. Aqui são desenvolvidas atividades de ensino, pesquisa e extensão. Visitas da comunidade externa à UFRN podem ser agendadas para grupos pequenos. Estamos ativamente envolvidos no processo de internacionalização, através de intercâmbio de amostras e acordos de cooperação. Entre os projetos de destaque, citamos: Flora do Rio Grande do Norte, Inventário Florestal do RN e ampliação de conhecimento da Flora da Caatinga (PPBio Semi-árido) e a Rede de Colaboração com o CENA/USP Piracicaba. Regras de uso: Pesquisadores, professores, discentes da UFRN, bem como de outras instituições, podem consultar a coleção, desde que respeitadas as regras e o agendamento com a curadoria (herbarioufrn@gmail.com). O herbário recebe amostras secas (herborizadas) de plantas e algas, especialmente da Flora do RN, bem como aquelas oriundas de pesquisas e que necessitem ser depositadas em uma instituição fiel depositária, desde que respeitadas as regras listadas no protocolo de tombamento e identificação descritas abaixo. Antes de trazer a amostra de planta ao herbário, o discente ou docente deve explicitar no protocolo de identificação e tombamento qual é a solicitação, com detalhes sobre a finalidade de incorporação do espécime à coleção do Herb. UFRN, documentando sua justificativa. Nosso técnico recebe visitantes apenas em 3 dias da semana, de quarta-feira - sexta-feira, 09-17h com parada para almoço. O interessado deve trazer a amostra já desidratada e com dados de procedência, caso sejam poucas amostras (até 3). Caso seja um projeto que prevê coleta de mais do que 3 exemplares, é importantíssimo explicitar previamente no protocolo qual o material que será coletado, se terá flor e/ou fruto ou se é estéril, o total de espécimes esperados no projeto, prazos etc. Devido a restrições de espaço, fica a critério da curadoria a prioridade de incorporação. Qualquer material (planta) deixado no herbário, sem ser aos cuidados do curador e devidamente ensacado, identificado com o protocolo devidamente preenchido e assinado e com os contatos do interessado será descartado. A entrega deverá ser agendada, pois não se dispõe de técnico 40h no herbário. Qualquer amostra que esteja fungada, úmida, sem numeração no jornal ou sem os dados completos listados abaixo será descartada sem aviso prévio. A curadoria do herbário avaliará, caso a caso, as demandas e, se necessário, indicará consultores particulares, caso a justificativa apresentada no protocolo não atenda a finalidade público/científica da coleção, ou caso o volume de trabalho exceda o cronograma disponível do curador. Dúvidas sobre como coletar e secar amostras poderão ser sanadas com a rápida leitura dos livros/manuais: Técnicas de coleta, preservação e herborização de material botânico (Autores Fidalgo & Bononi, IBt) ou The Herbarium Handbook (Autores Bridson & Forman, 1989, Kew), disponíveis no acervo da Biblioteca Central Zila Mamede, UFRN, ou na internet. O herbário UFRN não é obrigado a fornecer identificações de amostras, já que não dispõe de pessoal para esta função. A coleção do herbário é pública, pode ser consultada pessoalmente ou através dos sítios da internet http://ufrn.jbrj.gov.br ou em reflora.jbrj.gov.br/ (na aba herbário virtual reflora) onde constam fotos em alta resolução do acervo. O manuseio de exsicatas dentro da coleção deve ser feito de forma cuidadosa para não se fragmentar as plantas, que não devem ser viradas de cabeça para baixo (ou passadas como se fossem as páginas de um livro) e a ordem alfabética das pastas/armários deve ser respeitada. Toda visita deve ser registrada no livro de visitas, indicando data e grupo taxonômico consultado. Amostras (fragmentos) de exsicatas só poderão ser retiradas com prévio acerto e consentimento da curadoria. O herbário também serve de base para comparação e identificação de amostras (processo feito pelo próprio visitante) ou poderá enviar o material a especialistas. Caso a amostra seja difícil de identificar, a curadoria poderá enviar uma duplicata para outro especialista no grupo (a depender de verbas, o custo para envio poderá ser da parte interessada). Tal procedimento não é garantia de identificação, uma vez que dependerá da disponibilidade de tempo do outro especialista e da coleta de material em quantidade e qualidade suficientes para envio da duplicata. Projetos de pesquisa grandes, com significativa contribuição de tempo, conhecimento e aporte intelectual de docentes deverão ser discutidos com o curador ainda na fase de planejamento, para que se verifique o interesse e disponibilidade da curadoria (ou de outro professor do departamento) em contribuir como colaborador, seja com identificações, seja com incorporação de exsicatas. Pós-graduandos da UFRN poderão precisar de um nada consta do herbário ao final de suas teses/dissertações/TCCs, assim é necessário ter todos os materiais identificados, montados, tombados e empréstimos devolvidos ao final de seus projetos. Material desmontado, contaminado e deixado sem naftalina ou identificação no herbário ou Laboratório de Botânica Sistemática poderá ser descartado a qualquer momento sem prévio aviso. O herbário se exime de inserir em seu acervo plantas que não estejam herborizadas adequadamente e que não recebam aceite da curadoria. Os dados fornecidos para confecção das etiquetas são responsabilidade do coletor, devem ser acurados e verdadeiros e todo e qualquer material utilizado do herbário deve ser devolvido em perfeitas condições de uso. As amostras entregues em folhas de jornal devem conter na lateral da página o nome do coletor (ver exemplo abaixo) e o número daquela coleta. Alunos devem enviar seus dados para confecção de etiquetas já no formato Jabot. Nenhum material vegetal vivo pode entrar dentro do herbário. Toda planta a ser estudada deverá estar seca, devidamente anotada quanto à sua procedência e morfologia e desinfectada (por congelamento prévio: 1 semana no freezer + 24h na estufa). Nenhum material do herbário poderá sair do acervo, sem a anuência da curadoria, mesmo que seja apenas uma rápida examinada na lupa ou se for uma planta do seu projeto (caso seja um aluno da UFRN). Orientadores e discentes devem prever os custos de preparo de exsicatas em seus projetos, doando material de consumo, caso haja significativo volume de material a ser incorporado. Todos os trabalhos e publicações oriundos de material tombado no herbário devem citar nos seus agradecimentos o Herbário UFRN. Isso é uma justificativa para a manutenção da coleção. É proibido entrar com alimentos, perecíveis, manter a porta da coleção aberta, fumar e qualquer outra atividade que ponha em risco o acervo. Exemplo dos dados que devem ser apresentados em forma digital Jabot.excell para confecção de etiquetas: Nome e número de coletor: exemplo L. M. Versieux 2 (deverá estar escrito no centro da lateral do jornal também!) Data da coleta 22/07/2014 Identificação da planta: Colocar o nome científico, caso já saiba o nome da espécie. Local da Coleta: Brasil, RN, Santa Cruz, Fazenda Boa Esperança, caatinga arbórea junto à margem do açude. Cerca de 450 m alt., Coordenadas (incluir os dados obtidos com GPS). Descrição da planta e observações: Árvore, cerca de 4 m de altura, casca acinzentada, com látex amarelado. Cálice verde, corola vermelha, estames com a base alaranjada, odor adocicado, visitada por abelhas e beija-flores. Nome popular: Cordão-de-Bugre. Muito comum em toda a área. Fixado em álcool 70%. Projeto: Estudo dos extratos alcoólicos de plantas da caatinga no tratamento do câncer, Mestrando Baltazar da Rocha, Dept. de Bioquímica, UFRN.

Alice de Moraes Calvente Versieux - Cactaceae, florística, sistemática molecular de plantas.
Leonardo de Melo Versieux - Bromeliaceae, florística, sistemática molecular e morfologia de plantas.
Fernanda Antunes Carvalho - Caricaceae, florística, biogeografia.

Herbário UFRN, CB, Dept. de Botânica e Zoologia, Natal, RN, Brasil 59078-970
http://ufrn.jbrj.gov.br/
herbarioufrn@gmail.com Instagram: @herbarioufrn
(84)3342-2298